Claustro Real do Mosteiro da Batalha
Na pequene cidade de Batalha encontra-se um dos mais belos, se não é mesmo o mais belo, monumento gótico português, o Mosteiro da Batalha. Este mosteiro, símbolo da independência de Portugal em relação a Castela, foi edificado em torno do seu Claustro Real, o Claustro de Dom João I. Vamos apresentar neste nosso artigo este fantástico claustro, frequentado por frades até ao século XIX, onde a Arte Manuelina encontra o seu esplendor.
O Mosteiro da Batalha, articulado em torno do Claustro Real, com a igreja de um dos lados, os outros edifícios nos outros lados, de 50 m cada um. O claustro, de forma quadrada, é cercado por arcadas em ogiva, dispostas num só piso. O primeiro arquitecto do claustro foi Afonso Domingues, criador inicial do projecto arquitectural do mosteiro. Dele, guardamos o inicio da obra, em 1386, e as duas primeiras galerias do claustro.
A obra será depois completada pelo Mestre David Huguet, que introduziu no país o Gótico Flamejante, e depois por Martim Vasques. Só em 1515 é que o claustro ficará completo, quando Mateus Fernandes dará os últimos retoques, de Arte Manuelina, durante o reinado de Dom Manuel, reinado esse que correspondia ao apogeu do Império Português.
Cada galeria do claustro é formada por sete arcadas em ogiva, ricamente decoradas, com motivos vegetais e emblemas reais de Dom Manuel: cruzes de Cristo e esferas armilares. No lado Norte podemos encontrar o Lavatório dos Dominicanos, onde os frades vinham lavar-se as mãos. Este lavabo foi decorado por Diogo Boitaca (ou Boytac, o que deixa pensar que ele pudesse ser de origem francesa). Não existe um unidade entre as diferentes galerias, cada uma sendo uma descoberta por si só.
Em frente à Sala do Capitulo encontra-se, no chão, as datas de morte de alguns frades dominicanos. Cada pedra datada corresponde a um túmulo, como aquele do bispo de Ceuta, que pode ver aqui em foto. O Claustro Real é muito diferente do Claustro Afonso V, que é mais modesto: era um claustro secundário, ao contrário do Claustro Real, o maior e principal claustro do Mosteiro da Batalha.






















22 Agosto 2011, 11:57
Sou portuguesa, vivo no Brasil há 60 anos. Não conheço Portugal, apenas por fotografias. Fiquei encantada com a arte Manuelina do século XIX, senti vontade de viajar hoje mesmo, para fotografar cada pedacinho do Convento de Cristo e do mosteiro da Batalha; este nome não é desconhecido, pois meus pais falavam muito nas belezas de Portugal. Estou começando a pintar em tela e estas imagens me deram muitas ideias. Amo o Brasil, mas Portugal está em meu coração!