Mosteiro de Alcobaça, património mundial da UNESCO
A região de Leiria é rica em História. Uma destas marcas da História reside nos seus numerosos monumentos, que enriquecem a paisagem portuguesa. Um destes extraordinários monumentos fica na cidade de Alcobaça: o « Mosteiro Santa Maria de Alcobaça » ou « Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça », visitado todos os anos por 250000 pessoas.
Foi o primeiro edifício de estilo inteiramente gótico a ter sido construído em Portugal. O mosteiro é obra dos monges da ordem de Cister, que começaram a sua construção em 1178, o que é relativamente pouco tempo depois da fundação da nação (1143): naquele momento, a Reconquista da península ibérica aos Mouros ainda não estava completamente acabada. O primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques tinha estabelecido o mosteiro em 1148. Em 1152, a obra para o mosteiro provisório começou, e iria dar lugar ao magnifico monumento que podemos ver hoje. Os monges tiveram um papel social de primeiro plano: criaram a primeira igreja publica em 1169.
A poderosa ordem de Cister tinha-se instalada em Portugal em 1144, e foi rapidamente a ordem mais poderosa do país e da Europa. O Mosteiro de Alcobaça contribui em muito para esse poderio, e reflecte os princípios da ordem, que se reclama do Beneditinos: ascetismo e rigor litúrgico, com o trabalho como valor cardinal.
O mosteiro atravessou as épocas, e conheceu muitas adversidades. Em 1810, com as invasões napoleónicas em Portugal, chefiadas por André Masséna, o mosteiro foi parcialmente incendiado. Acho engraçado que em Paris, existe uma avenida com o nome do Masséna. Masséna morreu imensamente rico, enquanto que Portugal mergulhou numa crise como nunca antes. Obrigado Masséna, mereces o teu nome numa avenida de Paris! Mas a maior adversidade para o mosteiro não foram as invasões napoleónicas, mas o fim das ordens religiosas em Portugal em 1833. Muitos mosteiros muito importantes conheceram nesta altura um destino fúnebre, totalmente abandonados, como foi o caso para o Mosteiro de Seiça, do qual já vos tinha falado antes.
O exemplo de este abandono pode traduzir-se, imagino, pelo abandono actual dos prédios ao lado do mosteiro. Fazem visivelmente parte do mosteiro, mas já não são utilizados, nem postos em valor, como se pode ver nas fotos. Não há dinheiro que chegue para restaurar tudo, apesar do potencial destes edifícios ser fenomenal : quem não sonha de passar uma noite num antigo palácio? Porque não fazer algo destes prédios? O que me vêm à cabeça quando vejo a quantidade de belos edifícios ao abandono ao Portugal é uma grande frustração, e “é pena”, percebe-se porquê ![]()
Como no meu artigo anterior sobre o Mosteiro de Batalha, só mostro aqui o exterior mosteiro por enquanto, o interior se fará noutros artigos posteriores. O mosteiro é demasiado grande para fazer um simples resumo, e, acreditem, o interior vale mesmo a pena! Nem que fosse só pelos túmulos de Inês de Castro e Dom Pedro… mas isso fica para a próxima ![]()


























14 Julho 2011, 2:05
É muito curioso o seu comentário em relação ao estado a que deixamos chegar o nosso património, estou absolutamente de acordo consigo, gastamos tanto dinheiro em campos de futebol e depois deixamos neste estado o património da nossa história.
E depois de tudo isto, você acaba com um comentário muito bizarro e de um completo retardado… “um dos maiores cestos de basquetebol que conheço”
Sem dúvida que você merece o descuido em que se encontra o nosso património…
Bem haja
20 Julho 2011, 23:17
Obrigado pelo insulto e pelo pouco interesse que demonstra para o Mosteiro de Alcobaça. Ou seja, quando se fala do nosso patrimonio, temos que ser tristes e serios? Por isso é que as pessoas perderam o interesse!
Ou talvez não conheça o significado de : =D
Chama-se a isto um “smilie”, deixo-o procurar o que significa.